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sexta-feira, maio 23, 2008

6 meses...

Sinto a tua falta!
Sei que a vida continua...e que não vale a pena deixarmo-nos ir abaixo. Há que seguir em frente...reagir, como bem me disseste (uma das ultimas coisas!). Eu sei isso, mamã!
Dou por mim, em tantas vezes ao longo do dia a pensar que ainda não te telefonei. E de repente, lembro-me que não o posso fazer. Queria-te contar tudo dos meus meninos, mas depois penso que estás a ver.
O Ricardo manda-te sempre um beijinho à noite e diz que tem saudades. O Nuno pergunta se pode ir a casa da Avó Luisa.
E eu mãe...continuo sempre a falar de ti e a lembrar-me das coisas boas.
E eu mãe...sinto a tua falta!
E eu mãe...Adoro-te!

segunda-feira, março 24, 2008

4 meses

Quatro meses passaram. São 4 meses sem ti, minha mãe. Agora sim, começa a custar-me muito mais. Sinto falta de falar contigo...de desabafar! Sinto falta de te tocar...de te sentir...de te encher de beijos. Em cada circunstancia me lembro de ti. Até quando olho para os meus filhos me lembro de ti. Agora é que me começa a assolar o pensamente que nunca mais te vou ver. Fazes-me tanta falta...queria-te aqui ao meu lado para me mimares, para me dar força. Queria-te para sempre.
Um beijo muito grande para ti minha mãe linda!

quarta-feira, janeiro 23, 2008

O tempo passa...

...mas a saudade fica.
Hoje sinto-me ainda particularmente triste. Tento disfarçar! Por vezes não o demonstro...Perguntam-me como é que eu estou, ao que eu respondo que está tudo bem! Como é que pode estar tudo bem, se perdi o meu grande pilar...e eu agora sinto que não me despedi...nem que disse tudo o que tinha para dizer. Mas tento seguir com a minha vida sem demonstrar a dor que sinto cá dentro. Por vezes atenua, mas não passa! Tudo me lembra a presença dela...Lembro-me de coisas que a minha mãe me dizia, e tento imaginar o que me diria em determinadas alturas.
O Ricardo, só se lembra da avó. cada vez que vê uma estrela a brilhar muito manda beijinhos. Por vezes dá-me um beijinho e diz que é um beijinho da Avó Luisa. Eu sorrio...e ele ainda me pergunta porque é que cada vez que ele fala da Avó eu faço essa cara, porque é que sorrio. Respondo-lhe que é porque me lembro dela e que gostava muito dela!

Está tudo tão diferente...existe uma lacuna tão grande! Um vazio...

domingo, dezembro 23, 2007

Um mês...

Já passou um mês...
Um mês sem ti...a saudade começa a apertar cada vez mais.
Queria-te aqui ao pé de mim! Mas acredito que agora estás bem e em paz.

sexta-feira, novembro 30, 2007

A reacção dos principes

Sempre fomos apologistas de dizer a verdade às crianças. Por isso o pai disse-lhes logo no dia que a avó Luisa tinha ido para o ceú ter com o menino Jesus. O Nuno não percebeu, mas o Ricardo percebeu perfeitamente e desatou num pranto. Passou o dia todo na escola, triste e a dizer que a avó Luisa tinha morrido. A educadora dele e a directora, acabaram também por ficar envolvidas na amargura dele. Durante uns dias notou-se o esforço que ele fazia para se portar bem connosco.
Ao fim de dois dias, o Ricardo dizia-me de manhã:
Mãe, quanto mais pensar na Avó Luisa, mais a estrela dela brilha, não é?
Disse-lhe que sim, que era verdade, e que quando fosse de noite iamos procurar a estrela no ceu.
Ficou preocupado, porque dizia que não saberia qual era. Disse-lhe que era a estrela que mais brilhasse.
No dia seguinte, acordou a dizer que estava sempre a pensar na Avó. Também lhe disse que deveria continuar a pensar. E que a Avó estava sempre connosco, que ela nunca ia deixar de gostar dele e que ele poderia falar sempre dela quando e quantas vezes quissesse.
Hoje de manhã, no carro ele disse-me:
Sabes mãe, hoje sonhei com a avó Luisa e que ela estava viva.
E depois disse: Eu sei que ela está sempre connosco.
A unica coisa que acrescentei, foi que sempre que ele quissesse dar um beijinho à avó que o fizesse à vontade.
Acredito filho, que ela hoje te foi visitar e que te aconchegou.

O Nuno, como é pequenino, não sentiu tanto, mas percebeu um pouco. No dia a seguir pediu para falar com a avó Lui...e nao acabou a frase, emendando para avó Zé. E no 1º dia que entrou em casa dos avós andou por toda a casa à procura dela.

Eu...continuo a falar dela como se ela estivesse sempre comigo, porque é isso que acredito. E assim tentarei que os netos não se esqueçam de quem foi a Avó para eles. Que tratou deles, que os educou e que os amou e que sempre fes o possivel e o impossivel por eles.
A mim, ajuda-me falar...acho que atenua e o não guardar isto no interior ajuda a não me consumir por dentro.

quinta-feira, novembro 29, 2007

Para ti, mãe...

Partiste...Sem avisar...
Pensava que eras eterna. O meu grande pilar!
Tenho tanta coisa para te contar...tanta coisa para dizer.
Ensinaste-me tanto...ensinaste-me a viver! E ainda tinhas tanto para me ensinar.
Mas não consigo sentir revolta por teres partido...Injusto sim, revolta não!
Depois de tanta luta, de nunca teres desistido, por tudo o que aguentaste, não por ti mas por nós, não posso baixar os braços. Não posso eu desistir...
Mais uma vez fizeste-me descobrir que tenho forças onde muitas vezes pensava que não tinha.
Uma das ultimas coisas que me disseste foi para reagir, e é isso que estou a fazer mãe, estou a reagir.
Sei que nunca vais deixar de estar comigo. Que vais estar sempre ao meu lado. O sentimento por ti vai manter-se eternamente. Tu vais ser sempre a minha Mãe querida.
Agora sei que estás em paz. Vais poder descansar agora.

Amar-te-ei para sempre.

quarta-feira, agosto 29, 2007

Sobre a minha mãe...

A minha mãe, nunca teve a vida muito facilitada.. O meu avô morreu quando ela tinha 4 anos e a minha avó, morreu quando ela tinha 11 anos. Desde cedo aprendeu a lutar. Estudou enfermagem e já cá em Lisboa, conheceu o meu pai. Com três filhas seguidinhas, a vida não foi muito fácil, e os meus pais, sempre fizeram com que nunca nos faltasse nada. Há 13 anos foi-lhe diagnosticada uma doença nada fácil de se curar. E ela, com a sua força, sempre lutou e nunca baixou os braços e foi ultrapassando todos os obstáculos que se deparavam. E esteve sempre presente...
Esta semana, mostrou mais uma vez essa força característica. Mais um obstáculo foi ultrapassado. Outros novos virão, e acredito que serão ultrapassados.
Ontem falávamos da sua força...e ela só dizia que sempre tentou incutir essa força também a nós filhas. Sempre nos tentou incutir o espírito de lutar e enfrentar “o touro pelos cornos”.
Não sei se terei essa força...
Mas a ti Mãe...obrigada por seres minha mãe e por existires.